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Cavaleiros de primeira viagem

20 de dezembro de 2012

Fazenda Passo Alegre, em São Francisco de Paula, oferece passeios a cavalo em trilhas no campo aberto e na mata fechada.

Fotos: Internet

Carro, trânsito, poluição, correria. Quem vive nas grandes cidades, está acostumado com esse cenário. Em São Francisco de Paula, a Fazenda Passo Alegre oferece aos visitantes um programa que deixa para trás a rotina caótica que vivemos. Lá, a locomoção é feita a cavalo, as estradas são trilhas no campo e na mata, e a única fumaça que se vê é a expelida pelos fogões a lenha. Não importa a hora do dia ou da noite, o que prevalece é a natureza exuberante e muito sossego.

Nesse lugar tranquilo, a rotina estressante é substituída por passeios a cavalo, que podem ser mais curtos (uma hora e meia) ou mais longos (três horas), dependendo da disposição e do preparo físico de cada um. 

Logo na chegada, precisamos descer do carro, para abrir a porteira, que dá acesso à propriedade. Assim começamos uma aventura inesquecível, a anos-luz da dos congestionamentos, que já são parte do nosso cotidiano. A Fazenda, com 150 hectares, é administrada pela simpática imigrante alemã Inge Mayer-Ott e sua filha, Christiane. Nascida em Sttutgart, na Alemanha, Inge veio para o Brasil logo depois da Segunda Guerra Mundial. Casou com um gaúcho e dedicou boa parte da sua vida à fazenda e aos cavalos. 

Depois das apresentações, somos levados a um galpão, onde Christiane explica como será o percurso. “Chamamos esta atividade de ecoturismo a cavalo, porque nossa intenção não é simplesmente andar a cavalo, mas buscar uma integração com a natureza, através da montaria”, justifica. Capas, perneiras e chapéus são oferecidos pelas anfitriãs. Um mapa do Brasil e outro mapa-múndi, afixados na parede do galpão, indicam a origem dos visitantes. “Já recebemos pessoas de 67 países e de todos os estados no Brasil”, orgulha-se Dona Inge.

Todos os 15 cavalos da Fazenda são adestrados, mansos e encilhados com selas confortáveis. Antes de sair para a cavalgada, totalmente pilchado, ou seja, vestido com traje gaúcho, o peão Eneu Brito dá instruções básicas sobre como conduzir o animal. Tudo entendido. É hora de partir. Ao desejar bom passeio, Inge oferece a cada cavaleiro o “serviço de bordo”: uma rapadurinha.

Guiada pelo experiente Eneu, a caravana parte. Primeiro, pela mata fechada. Depois, pelo campo aberto. Os animais, já acostumados, vencem os obstáculos com naturalidade. O mais difícil é conciliar o equilíbrio na montaria com o encantamento provocado pela natureza exuberante. Na imensidão de campos, escutamos apenas o trote do cavalo, o cantar dos pássaros e (acreditem!) o ronco do bugio no meio da mata. Durante o percurso, também se observa búfalos e ovelhas criados na Fazenda, além dos vira-latas, que nos acompanham no passeio. 

Em todo o caminho, o cenário mais lindo se descortina no alto de uma colina, de onde se enxerga, em toda a sua grandeza, os Campos de Cima da Serra. A uma altitude de 930 metros, também podemos observar o Rio Santa Cruz, que corta a Fazenda. 

Depois de uma hora e meia de cavalgada estamos de volta ao ponto de partida. Em reconhecimento, mais ao esforço do que ao desempenho, somos agraciados com um diploma pela coragem de encarar a aventura. “Dá para colocar no currículo”, brinca Christiane.

 

Lua de mel nos Campos de Cima da Serra

Curtindo a lua de mel na Serra Gaúcha, Rodrigo e Elen Torresani incluíram na programação um passeio a cavalo na Fazenda Passo Alegre. O casal mora em Brusque, Santa Catarina, e aprecia o contato com a natureza.  Rodrigo era novato na atividade, Elen já havia andado a cavalo na infância. “Andar a cavalo no meio do mato me deixou muito encantada. Lembrou filmes de fantasia”, conta ela.

Não foi a primeira vez que recém-casados fizeram o passeio. Christiane Mayer-Ott lembra de um casal que contratou o passeio à noite, para ficar mais romântico. Segundo ela, teve até brinde de champanhe nas margens do rio, ao luar.


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