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Oito desafios

13 de dezembro de 2012

Um lugar com natureza exuberante, trilhas sinalizadas e quedas d’água fascinantes em São Francisco de Paula.

Fotos: Internet

 

Sossego, tranquilidade, belezas naturais e aventura, muita aventura. Quem vai ao Parque das 8 Cachoeiras, em São Francisco de Paula, encontra um pouco de tudo isso. São 130 hectares de mata atlântica, com vales, cerros, cascatas, cachoeiras e animais silvestres. É um belo local para quem busca lazer em meio à natureza. O casal Leandro Klein e Carla Oliveira, de São Sebastião do Caí, visita o parque pela segunda vez. Para eles, o passeio é revigorante. “Depois de tomar banho de cachoeira, você sai energizado”, garante Carla.

A coordenadora do parque, Terezinha Bristot, informa que 70% dos visitantes são da região metropolitana de Porto Alegre. Em finais de semana, no verão, o local recebe, em média, 150 pessoas. Para o pernoite, estão disponíveis sete cabanas e dois apartamentos, que podem ser reservados com antecedência. A pousada conta ainda com piscinas, restaurante e sala de jogos. O preço da diária em uma cabana para casal custa, em média, R$ 215,00. No restaurante, não são aceitos cartões de crédito. O Parque das 8 Cachoeiras fica a apenas 2,5 quilômetros do lago São Bernardo, um dos principais pontos turístico de São Francisco de Paula.  O acesso apresenta boas condições, mesmo nos 800 metros de estrada de chão batido. 

O acesso às cachoeiras só pode ser feito por trilhas. Todas são bem sinalizadas. Placas e marcas amarelas no meio da mata auxiliam o visitante no percurso. Uma boa dica é trazer roupas leves e adequadas para o passeio. Logo na chegada, os visitantes são orientados sobre os cuidados necessários. É informado o grau de dificuldade das trilhas para chegar a cada cachoeira, indo de 1 a 5, conforme a distância e a complexidade dos obstáculos. Em alguns casos, a natureza impõe dificuldades extremas, como nas trilhas que levam às cachoeiras Ravina, Quatrilho e Gêmeas Gigantes. No entanto, o esforço do visitante é recompensado com uma fascinante queda d’água. O visitante Cláudio Prado veio de Araraquara, interior de São Paulo, para conhecer o Parque. Segundo ele, o contato com a natureza não tem preço. “O que mais me encanta nas cachoeiras é o barulho da água, a vegetação e a sensação de ser um lugar intocável”, afirma.

 

Remanso

Para chegar às cachoeiras Remanso e Escondido, percorre-se 300 metros de descida em um terreno regular e, depois, vira-se à esquerda. O obstáculo mais complicado é uma pequena subida pouco antes da cachoeira. Mesmo assim, esta é a trilha mais fácil de ser percorrida. A queda d’água tem altura de 75 metros. Ela está localizada no Rio Rolantinho da Areia.  Nessa cachoeira funcionava uma micro-usina hidrelétrica, que fornecia energia para o Parque.  Atualmente, ela está desativada. A queda d’água da Remanso acontece em dois estágios, provocando curva no curso d’água, que garante uma beleza diferenciada.  Nela, o visitante pode tomar banho para contemplar a cachoeira bem de perto. Na base do imponente paredão de pedra da Remanso, formou-se uma espécie de caverna, com aproximadamente dois metros de altura e profundidade de uns quatro metros. Nele, a água parece ser engolida pelas pedras.

Percurso Total (ida e volta): 900 metros

Tempo estimado (ida e volta): 15 minutos

Grau de dificuldade: 1

 

Escondida

A trilha para a cachoeira Escondida exige mais dos visitantes. O percurso é considerado de dificuldade média. Logo no início, é possível entender por que a cachoeira recebe esse nome. Além do caminho sinuoso, em virtude da vegetação, enormes rochas, que tombaram do canyon ao longo dos anos, também desafiam o visitante. A trilha atravessa uma floresta de cedros e corticeiras serranas. A queda d’água possui altura de 30 metros e está localizada no Arroio do Padre. A água se esparrama pelo paredão de pedra, com cerca de dez metros de largura. Ela possui um poço muito estreito, o que praticamente inviabiliza o banho na Escondida.

Percurso Total (ida e volta): 1420 metros

Tempo estimado (ida e volta): 30 minutos

Grau de dificuldade: 2

 

Neblina

Para chegar às cachoeiras Neblina e Ronda, o visitante percorre uma rota diferente das demais. Até o acesso à trilha que leva à Neblina, é necessário caminhar cerca de 400 metros em um terreno plano e sem obstáculos. Ao ingressar na trilha, o visitante percorre mais 450 metros até a cachoeira. O percurso atravessa uma mata virgem, que é bastante fechada. Olhando para cima, o visitante mal consegue enxergar o céu, mas o caminho não apresenta muitas dificuldades. A mata é composta principalmente por canelas e xaxins. Uma escada, que auxilia na descida de um barranco, é o trecho mais complicado da trilha. A cachoeira tem altura de 30 metros. Ela está localizada no Rio Rolantinho de Areia. A Neblina não possui área para banho. Há muitas pedras onde ocorre a queda d’água. 

Percurso Total (ida e volta): 1914 metros

Tempo estimado (ida e volta): 30 minutos

Grau de dificuldade: 3

 

Ronda

Caminho estreito, subidas íngremes e um terreno acidentado são apenas alguns dos obstáculos que o visitante encontra na trilha para a cachoeira Ronda. Literalmente, há muitas pedras no caminho. Algumas, inclusive, servem como ponte para atravessar um riacho. É necessário muita atenção do visitante para evitar acidentes, principalmente com o limo que fica nas pedras. A maior dificuldade do percurso fica nos 50 metros finais, antes de chegar à cachoeira. O visitante precisa subir em um terreno totalmente acidentado. Esse trecho é composto por muitas pedras, que praticamente formam degraus. Atenção e equilíbrio são essenciais. A trilha atravessa uma mata frondosa, na qual se destacam enormes pés de xaxins. Com uma queda de 100 metros, a Ronda é a mais alta do Parque. Está localizada no arroio que leva o mesmo nome e, segundo a coordenadora do Parque, em períodos de muita chuva, a Ronda é, também, a mais exuberante. Enormes pedras no leito do riacho inviabilizam o banho no local.

Percurso Total (ida e volta): 2124 metros

Tempo estimado (ida e volta): 40 minutos

Grau de dificuldade: 3

 

Pilões

Pilões é a primeira na rota das quatro cachoeiras com maiores dificuldades de acesso. Ela fica no mesmo caminho da cachoeira Ravina. Nessa trilha, o maior desafio é uma escadaria íngreme de 25 metros que o visitante tem que vencer para chegar à queda d’água. Por esse motivo, a administração do Parque não recomenda o passeio para pessoas com medo de altura. A cachoeira Pilões fica localizada no rio Rolantinho da Areia e tem 30 metros de altura.

Percurso Total (ida e volta): 1378 metros

Tempo estimado (ida e volta): 1 hora

Grau de dificuldade: 4

 

Quatrilho

O primeiro desafio para a cachoeira Quatrilho é uma ponte improvisada sobre o rio Rolantinho da Areia. É necessário ter muito equilíbrio. Enormes paredões formam o cenário. Num terreno acidentado, há trechos bastante estreitos. Perto da cachoeira há uma escada improvisada, que facilita o acesso. A Quatrilho é a cachoeira do parque mais indicada para banho. São quatro patamares de poços, em que o visitante pode se refrescar. A cachoeira, localizada no Arroio Malakon, tem 40 metros de altura. A queda d’água acontece em dois estágios, o que garante uma beleza única. 

Percurso Total (ida e volta): 4690 metros

Tempo estimado (ida e volta): 2 horas e 30 min

Grau de dificuldade: 4

 

Ravina

Boa parte da trilha para a cachoeira Ravina é a mesma da Pilões. Durante o percurso, o visitante encontra as cascatinhas dos Xaxins, Perau Redondo, Topo dos Pilões e o Templo das Ravinas. Essas cascatinhas são próprias para banho. A trilha possui alto nível de dificuldade, exigindo bastante esforço do visitante. Não é indicada para idosos, pessoas com problemas cardíacos, sedentárias e que tenham medo de altura. Além da escadaria, o visitante precisa percorrer um trecho por dentro do rio, com muitas pedras. Em caso de chuva durante a caminhada, o visitante é orientado a retornar, pois o rio pode encher rapidamente. A cachoeira também está localizada no rio Rolantinho da Areia, com altura de 35 metros. 

Percurso Total (ida e volta): 1748 metros

Tempo estimado (ida e volta): 1 hora e 30 min

Grau de dificuldade: 5

 

Gêmeas gigantes

A cachoeira Gêmeas Gigantes é o maior desafio para o visitante. Ela demanda pelo menos cinco horas para vencer o percurso, considerando a ida e a volta. Por essa razão, a trilha só pode ser iniciada antes do meio-dia. Para fazer esse percurso, é necessário realizar 22 travessias do arroio Malakon. Em alguns pontos, é necessário passar com a água até a altura dos joelhos. Pelo alto nível de dificuldade, a coordenação recomenda que a caminhada só seja feita por pessoas com experiência e bom preparo físico. Não é permitido fazer esta trilha em épocas de chuva. Assim como na Ravina, se chover durante o trajeto, o visitante deve retornar, em função do rio que enche rapidamente. Outro cuidado que o visitante deve observar é durante as travessias do Malakon. Pedras com limo deixam o caminho ainda mais complicado e escorregadio. A queda d’água tem 98 metros, a segunda mais alta do Parque. Os dois feixes de água que caem paralelamente deram origem ao nome Gêmeas Gigantes. Junto com a Quatrilho, é bastante indicada para banho.

Percurso Total (ida e volta): 8860 metros

Tempo estimado (ida e volta): 5 horas

Grau de dificuldade: 5

 

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