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Roteiro resgata história “O quatrilho”

13 de dezembro de 2012

Passeio de Princesinha leva ao cenário da famosa história que virou livro e filme indicado ao Oscar de 1996.

Fotos: Internet

Quem vai a Gramado tem uma opção de turismo diferente. A cidade, conhecida pelos tradicionais cafés coloniais, lojas de chocolates e pela vasta rede hoteleira, possui uma zona rural extensa, recheada de cultura e belezas naturais.

Para mostrar este outro lado da Cidade das Hortênsias, a Prefeitura, o Sebrae e um grupo de produtores rurais criaram, há pouco mais de quatro anos, três roteiros temáticos de agroturismo.

Até os ônibus utilizados no translado chamam a atenção de quem passa na Praça das Comunicações, o ponto de partida. Chamados de “Princesinha I, II e III”, eles foram especialmente restaurados para fazer o percurso.

 

ROTEIRO “O QUATRILHO”

Em um percurso de dez quilômetros, por estradas de chão batido, conhecemos uma das mais tradicionais vinícolas de Gramado e o cenário da história que inspirou “O Quatrilho”, livro que virou roteiro de filme e foi indicado ao Oscar de 1996. Também nos deliciamos com um típico café colonial alemão e as lindas paisagens de Campestre do Tigre e Tapera, no interior do Município.

 

1ª PARADA: Propriedade da família Lazaretti

Na propriedade dos Lazaretti, somos recebidos pelo patriarca, seu Celeste. Esbanjando vitalidade aos 87 anos, ele conta a história da família, que se estabeleceu no local há 120 anos. De lá para cá, os segredos da produção de vinho vêm sendo transmitidos de geração para geração. Hoje, a vinícola é comandada por Nilton, filho do seu Celeste. É ele que nos explica como a uva é processada, desde a colheita até a maturação da bebida.

Depois, somos convidados a degustar vinhos e grapas, que também podem ser adquiridos no local. 

 

2ª PARADA: Cenário de filme

A segunda parada é na casa onde, há um século, viveram os protagonistas do romance “O Quatrilho”, livro adaptado para o cinema e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1996. A recepção é feita pela atual proprietária, Marlize Grings, que conta a história dos casais Nicodemo e Carolina Trenti e Joseph e Maria Dalri, imigrantes italianos que, em 1910, formaram sociedade em um moinho e, por conveniência, decidiram morar na mesma casa. Com o tempo, a esposa de um se apaixona pelo marido da outra. Os dois se tornam amantes e decidem fugir, deixando para trás seus parceiros, que viverão uma experiência dramática e constrangedora, mas nem por isso desprovida de romance. Fotografias expostas no interior do Moinho também ilustram a história. 

Perto dali, visitamos a Igreja de Santo Antônio, onde foi realizado o casamento dos dois casais, e o cemitério, onde estão os túmulos dos seus descendentes. “Sinto uma energia muito forte neste lugar por toda a história que se passou aqui”, comenta Marlize. Ela explica que a história só foi conhecida, porque o neto de Nicodemo era amigo de José Clemente Pozenato, autor do livro no qual o filme foi embasado. O “quatrilho” é um jogo de baralho típico italiano, disputado entre quatro jogadores e um quinto que apenas distribui as cartas. No jogo, a cada mão de cartas ocorre a troca de parceiros, bem como ocorreu na vida real.

 

3ª PARADA: Morro da Polenta

O Morro da Polenta é a terceira parada do nosso roteiro. O ônibus nos deixa perto do mirante, acessado por uma escadaria cercada de hortênsias. A 900 metros de altura, a paisagem é deslumbrante, com uma vista privilegiada das montanhas e da estrada que liga Nova Petrópolis a Gramado. Vale a pena levar máquina fotográfica para registrar o momento.

 

4ª PARADA: Água na boca

Na propriedade da família Ramm, somos esperados com um delicioso “Typiches Kaffee”, café colonial típico alemão. Cuca, queijo, salame, porco assado, aipim frito e outras iguarias. Tudo preparado por Priscila Ramm, nora de Ingo e Isolde Ramm, os donos da casa. “Todos os ingredientes são produzidos aqui, pela família”, ressalta Priscila. Enquanto saboreamos o café colonial, o gaiteiro Jorge Jovir anima o ambiente, cantando e fazendo repentes.

Quatro horas depois, retornamos ao Centro da cidade, levando na memória um pouco da história, das lindas paisagens e o do sabor da comida e do vinho colonial da Serra Gaúcha.

 

“Nossa lua-de-mel tinha que ser aqui” 

Casais de todas as idades buscam o clima romântico do interior de Gramado. A paisagem rural, o vinho, as histórias, o café colonial, são os cenários perfeitos para os apaixonados. É o caso de Davi e Alessandra, que moram em Caldas Novas, Goiás, e vieram passar a lua-de-mel na Serra Gaúcha. Ela gosta de saber a história dos lugares que visita, já ele é um apreciador de vinhos, interessado em conhecer o processo de fabricação.  “Queríamos muito fazer esse roteiro. Atendeu às nossas expectativas. A cidade de Gramado é muito romântica. Nossa  lua- de-mel tinha que ser aqui”, confessa Alessandra.

 


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