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A natureza recriada na Barragem do Salto

04 de dezembro de 2012

Passeios de barco da Barragem do Salto percorre nove quilômetro do Rio Santa Cruz, em São Francisco de Paula, passa por ilhas e até uma queda d´água artificial.

Fotos: Internet

O cenário é pouco comum, porque foi produzido artificialmente, mas sua beleza não é menor do que a de uma paisagem natural. No município de São Francisco de Paula, as águas represadas do rio Santa Cruz transformaram um vale rodeado de pequenos morros em um grande lago de águas calmas. 

O resultado é a imagem de cerros com pastos verdejantes, nascendo diretamente de um enorme espelho d’água. 

A barragem do Salto completa 60 anos em 2012 e foi construída para abastecer a Usina Hidrelétrica de Bugres, que fica no Município vizinho de Canela. As águas captadas nesta e em outras duas represas próximas (Barragem da Divisa e do Blang) chegam até a usina geradora de energia, através de um túnel de 2.080 metros de comprimento. 

Além da finalidade econômica, o local se transformou, ao longo das décadas, em um destino turístico. E um dos programas mais procurados é o passeio de barco que percorre nove quilômetros rio Santa Cruz acima. 

O tempo de viagem dura pouco mais de uma hora e o roteiro inclui a passagem pelas três ilhas, que se destacam no meio da barragem. “Na verdade são quatro, mas uma está submersa e aparece apenas quando o nível baixa”, revela o comandante das embarcações, Vlademir José Loss.

O nível das águas da barragem pode modificar um pouco o passeio. Além da quarta ilha, em épocas de seca, é possível ver uma corredeira entre a barragem e o leito original do rio Santa Cruz. É chamada pelos moradores de Cachoeira do Areião, embora não seja exatamente uma queda d’água. 

Por outro lado, quando o lago está cheio, é interessante observar a queda d’água que se forma a partir do concreto da represa. Também é esta condição que permite atracar o barco nos fundos da Fazenda Remanso do Faxinal, de onde se pode percorrer a pé uma trilha de 30 minutos até a bela cachoeira Iara. 

Mesmo em situações normais, a profundidade média das águas da represa varia bastante: há pontos onde o nível não ultrapassa dois metros e outros onde o leito está 22 metros abaixo da superfície. 

No caminho, o passageiro pode presenciar voos rasantes das aves, ouvir o grito dos bugios, ver o gado pastando e, em locais preservados, veados que habitam a região. Debaixo d’água nadam traíras, jundiás, carás, carpas e lambaris.

“Também é possível levar os passageiros a um ponto apropriado para a pesca”, informa Vlademir.  Ele conhece o local como a palma da mão. O pai foi operário no período da construção da represa e ele navega ali desde que era um adolescente. 

Vlademir é o piloto habilitado pela Capitania dos Portos para fazer o transporte de passageiros. Com seu conhecimento de navegação, ele opera tanto o bote inflável, que serve para grupos de até seis pessoas, quanto a lancha, com capacidade para até 12 passageiros. 

A partir de janeiro, os barcos saem diariamente em dois horários fixos, às 11h e às 14h, mas é possível agendar horários extras, inclusive fora da temporada.

 

 

 


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