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Doce tentação

10 de junho de 2014

Município de Pelotas celebra a cultura doceira na Fenadoce.

Fotos: Internet

Pastel de Santa Clara, Bem Casado, Olho de Sogra, Quimdim, Queijadinha e Camafeu. Essa seleção de delícias está escalada para a 22ª Feira Nacional do Doce (Fenadoce), que acontece de 06 a 22 de junho no Centro de Eventos de Pelotas, na Zona Sul do Estado. São mais de 200 variedades de doces que o visitante pode degustar durante o evento. Em 2013, cerca de dois milhões de doces foram vendidas na feira. 

Uma das novidades desta edição é o Pastel de Feijão, receita que vem da cidade de Torres de Vedra, em Portugal. De acordo com a proprietária da confeitaria Doces Portugueses, Maria Alzira Carreira, a receita tem agradado o paladar de quem experimenta a iguaria. O pastel tem como ingredientes feijão branco, ovos, amêndoas e uma cobertura de açúcar de confeiteiro. 

O ingresso para a Fenadoce custa R$ 6,00. A feira funciona das 14h às 23h, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 23h, nos sábados e domingos. A programação conta ainda com shows nacionais dos músicos Thiaguinho e Nando Reis. Mais informações em www.fenadoce.com.br.

Pelotas, a capital nacional do doce. 

A cidade herdou a tradição doceira de Portugal. Os primeiros doces foram confeccionados a partir da chegada do açúcar que vinha do nordeste brasileiro durante o século XIX. No interior dos casarões pelotenses, o açúcar era transformado em doces finos, feitos à base de ovos, conforme a melhor tradição portuguesa. Com o passar do tempo, surgiram os doces cristalizados, as passas e os doces em massa que diversificaram a cultura doceira no município. Os doces começaram a ganhar mais adeptos nas frequentes festas que agitavam a cidade de Pelotas. O requinte dos doces típicos portugueses, como camafeus, bem-casados, fios de ovos, fatias de Braga, ninhos e pastéis de Santa Clara, levava os convidados ao deleite. Não demorou muito para o prestígio romper fronteiras e, assim, os doces foram levados para fora do Município e do estado nas festas mais importantes do centro do país. A tradição sobrevive graças à dedicação de doceiras que mantém as mesmas receitas dos antepassados portugueses. “É uma história de 200 anos onde preservamos as mesmas receitas produzidas artesanalmente”, afirma Maria Alzira Carreira, indagada sobre o segredo dos doces de Pelotas.

 


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